Chuva, neve, inundações, albufeiras a transbordar. É uma maré cheia do precioso líquido. Também temos o frio e o vento e o mar furiosamente encapelado, pronto a atacar a costa, ante a impotência da prevenção possível, após décadas de imprudência, ambientalmente criminosa.
O Inverno está a ser Inverno, no calendário natural. Minimizando os riscos e estragos possíveis, devíamos ser capazes de potenciar as vantagens que possa haver.
Gostava eu que, chegados a Julho e Agosto, não tivéssemos de lamentar eventuais secas e prejuízos decorrentes. Para isso seria preciso uma gestão da água entretanto armazenada que, nessa altura, nos poupasse preocupações e danos. Temos soluções, das mais simples, e não propriamente dispendiosas, como o simples armazenamento de águas pluviais dos telhados em contentores de polietileno, a outras que exigem estudo e investimento, como represas e condutas mais ou menos extensas. Algo paralelo, e igualmente decepcionante, acontece com a necessidade de planeamento, acção e despesa na prevenção de incêndios.
Se os holandeses empurram e sustêm eficazmente o mar, porque não retemos nós a bendita água que fartamente nos cai do céu? Assim, no Verão, podíamos hidratar animais e plantas e apagar os fogos que houvesse.
Digo eu.
José Batista d’Ascenção

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