“Entardece” o ano com as cores maravilhosas do Outono, antes da chegada do Inverno, com o cinzento, as chuvas e o vento. Estão quase aí as castanhas assadas (assadas, nada de cozidas…), antídoto gostoso e reconfortante para a chegada do frio.
E há-de haver réstias luminosas de sol por entre os dias plúmbeos, a animar o espírito para a renovação que sempre chega.
“Entardece” o mundo, em agonia dos sistemas democráticos, que parecem precipitar-se em abismos de crueldade e violência, pelo voto de pessoas revoltadas, seguidoras de caudilhos “salvadores”. O dinheiro e a tecnologia servem eficazmente o propósito.
E “entardeço” eu, na idade e na (in)compreensão da sociedade. À vida sou grato, por quem encontrei e me encontrou, pelos que caminha(ra)m comigo e em quem me apoiei e apoio, especialmente a minha mulher e os meus filhos, para além de outros familiares e meia dúzia de amigos.
Felizmente, há os netos, que são o futuro. Que vivam e lutem com alegria. Haja o que houver, não serão menos competentes nem menos merecedores do que os da minha geração.
Haja esperança.
José Batista d’Ascenção






