domingo, 8 de fevereiro de 2026

A desventura não é irremediável

Saturado de água, o país foi a votos para o seu representante máximo. Como era previsível e tudo indica, a moderação ganhou larguissimamente.

Ainda bem.

Mas não foi só a moderação que ganhou, ganhou também a recusa da falsidade, da maldade e da crueldade. Foram muitos os que, revoltados ou dominados pelo ódio, seguiram um líder sem princípios, que se afirma cristão, mas cuja prática ofende obscenamente os evangelhos. O problema dos que votaram nele não fica resolvido, mas os resultados contribuirão decisivamente para que o mal de que sofrem não contamine mais pessoas nem se abata sobre os que não perderam os eixos nem as referências.

Ainda bem.

Os males dos tempos a que chegámos derivam em enorme medida da incompetência e da irresponsabilidade das sucessivas assembleias de deputados - que deviam ser em menor número e mais bem selecionados - e dos governos que temos tido.

Por isso, é necessário que a generalidade dos cidadãos se torne mais exigente com a qualidade da democracia, desde logo reclamando um sistema de justiça digno do nome.

Para bem de todos.

Parabéns a António José Seguro e ao país que votou nele.

José Batista d’Ascenção

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