Saturado de água, o país foi a votos para o seu representante máximo. Como era previsível e tudo indica, a moderação ganhou larguissimamente.
Ainda bem.
Mas não foi só a moderação que ganhou, ganhou também a recusa da falsidade, da maldade e da crueldade. Foram muitos os que, revoltados ou dominados pelo ódio, seguiram um líder sem princípios, que se afirma cristão, mas cuja prática ofende obscenamente os evangelhos. O problema dos que votaram nele não fica resolvido, mas os resultados contribuirão decisivamente para que o mal de que sofrem não contamine mais pessoas nem se abata sobre os que não perderam os eixos nem as referências.
Ainda bem.
Os males dos tempos a que chegámos derivam em enorme medida da incompetência e da irresponsabilidade das sucessivas assembleias de deputados - que deviam ser em menor número e mais bem selecionados - e dos governos que temos tido.
Por isso, é necessário que a generalidade dos cidadãos se torne mais exigente com a qualidade da democracia, desde logo reclamando um sistema de justiça digno do nome.
Para bem de todos.
Parabéns a António José Seguro e ao país que votou nele.
José Batista d’Ascenção

Sem comentários :
Enviar um comentário