Homenagem singela a Cavaco Silva e a Paulo Portas
Há valores fundamentais que todos deviam defender e respeitar – os consignados na declaração universal dos direitos humanos.
Em certos momentos da vida das democracias, ninguém na plenitude das suas capacidades de cidadania e dos seus direitos devia eximir-se a tomar posição.
A ideologia política, as opções religiosas e as práticas sociais de cada um, quando conformes com os princípios éticos, são matéria de liberdade individual e carecem de ser respeitadas, desde logo pelos poderes instituídos. E não podem tolerar-se atropelos ao seu usufruto precisamente pelas instituições do poder nem por organizações que se constituam com o objectivo de as cercear.
A segunda volta das eleições presidenciais que, por ora, vivemos enquadram-se, a meu ver numa dessas escolhas fundamentais para o país (de Abril) e para a sociedade (democrática) que queremos ser.
Para isso, contribuiu a opção maioritária dos eleitores, obviamente, e dentre esses, os que, opondo-se desde sempre ao partido de que é oriundo o novel presidente, mas tendo em vista o principal, quiseram, anteriormente ao acto, manifestar-lhe o seu apoio de forma clara, digna e corajosa.
Foram muitos, e todos são dignos de apreço. Permito-me destacar dois deles: Cavaco Silva e Paulo Portas.
Como aos demais, a ambos felicito e agradeço.
José Batista d’Ascenção

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