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O Sol brilha. As plantas florescem e reverdecem profusamente. Os animais estão activos, cumprindo o ciclo natural. Ontem, à tardinha, o cuco aplicava-se demoradamente no seu canto, como se soubesse que alguém o escutava rememorando tempos de criança.
As crianças, que deviam brincar e ouvir o canto das aves, nesta altura de interrupção lectiva, estarão provavelmente agarradas aos telemóveis, como os algoritmos determinam e os pais aceitam, vítimas que são, grande parte deles, de idêntica dependência.
Os que mandam no mundo fazem guerras, ganham rios de dinheiro e destroem a vida de muitas pessoas e os bens de todos.
Os preços sobem. Muitos acorrem a comprar o que supõem que amanhã já terá preço mais alto (como aconteceu antes de ontem com o gás de botija).
Nas culturas de raiz cristã, o tempo é de Páscoa, da Páscoa da ressurreição.
E o Sol brilha, como deviam brilhar os sorrisos das crianças em tempo de paz, para contentamento de pais e avós.
José Batista d’Ascenção

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