quarta-feira, 27 de maio de 2026

Canícula e factores humanos responsáveis

Ainda Maio não terminou e já se sucedem dias de temperaturas infernais, a que se chama «onda de calor», e prevê-se que o fenómeno aumente a sua frequência com o decorrer dos anos.

As pessoas e muitos outros seres vivos não estão naturalmente adaptados a ambientes de fornalha sucessivos.

Acontece que as actividades humanas directas e indirectas contribuem em muitos casos para o aquecimento global, desde o consumo de combustíveis fósseis (carvão, gasolina, gasóleo, querosene…), à desflorestação e aos «negócios» dos incêndios.

A piorar, os líderes das maiores potências mundiais, ou porque loucos ou criminosos ou uma coisa e outra, negam ou pouca importância dão às alterações climáticas e promovem a guerra com mentalidade troglodita.

Ora, os recursos energéticos consumidos na produção de material bélico, o tráfego de navios e aviões de guerra, a deflagração das bombas e a destruição de infraestruturas são igualmente factores de elevação da temperatura e causadores de poluição diversa. As guerras produzem mortos, feridos, perturbação e destruição.

Nos países livres que (ainda) restam, e que tendem a ser cada vez menos, os cidadãos que amam a liberdade e possuem formação têm o dever de, independentemente de ideologias políticas (os crimes são igualmente crimes, se cometidos pela direita, pela esquerda ou pelo centro) e de nacionalidades, se organizarem para denunciar a demência, a irracionalidade e o delito criminal (que deve incluir os danos infligidos ao ambiente) e para exigirem a punição dos responsáveis, quaisquer que sejam, de onde sejam ou dos cargos que ocupem.

Universidades, centros de saber, religiões pacíficas, organizações governamentais e outros devem colaborar nesse sentido.

Enquanto são/somos livres.

José Batista d’Ascenção

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