sexta-feira, 12 de junho de 2026

Azul

Certinhas, as minhas hortênsias – as mais belas da minha rua – correspondem anualmente, mesmo quando passam mal.

O fim-de-semana passado foi uma dessas alturas em que, sem serem regadas, murcharam, entristecidas, no alto da floreira em que enfeitam a entrada e podem ser contempladas da rua.

Mas, dois regadores de água depois, agradecidas, embelezaram-se como deve ser.

E ficaram assim, humildemente bonitas.   

José Batista d’Ascenção

De Curação a Curaçau?

Ilha Curaçau

Em saboroso artigo no jornal «Público», do dia 10 de Junho, Miguel Esteves Cardoso fala da presença da selecção de futebol de Curaçau no mundial. O que podia ter dito é que o nome «Curaçau», segundo algumas opiniões, é uma "corruptela" do termo "curação", com significado de "curar", dado pelos portugueses àquela ilha. No tempo das navegações dos europeus pela conquista do mundo, o escorbuto, resultado da falta do consumo de verduras (ricas em vitamina C) em viagens de meses sobre as ondas, dizimava os marinheiros. Sempre que aportavam em ilhas onde pudessem comer citrinos, por exemplo, a cura do escorbuto era rápida e (aparentemente) milagrosa. Ora, portugueses de então, esfaimados, teriam chegado àquela ilha e devoraram limões selvagens que rapidamente lhes proporcionaram francas melhoras. Por isso, lhes chamaram "ilha da curação", da curação do escorbuto.

Posteriormente, os holandeses tomaram posse dessa ilha, e como devem ter (tido) dificuldade em pronunciar o «ão», tão nosso, passaram a chamar-lhe «Curaçau».

E esse nome teria permanecido até à actualidade.

José Batista d'Ascenção