Cheias. Cheias. Cheias.
Falhas de prevenção. Impreparação. Descoordenação. Falta de recursos.
Felizmente, nas últimas horas em Coimbra não foi assim. E noutras regiões também não. Parabéns a todos os protagonistas.
Mas não destoaria se fosse. O que está a acontecer, depois da tempestade mais violenta de há duas semanas e meia, não é novo nem irrepetível. E o mesmo é válido para as condições meteorológicas opostas: elevadas temperaturas, seca e incêndios, que ocorreram há escassos seis meses e que são previsíveis dentro do próximo meio ano.
Há quem negue veementemente as alterações climáticas como consequência das acções humanas. A evidência não o é para todos. E o valor da ciência também não. Este problema é mais grave quando afecta visceralmente os líderes políticos. E quando os seus aficcionados os seguem acriticamente.
Imagine-se que tinha feito vencimento a ideia de adiar as eleições presidenciais. Este fim-de-semana adiávamo-las outra vez. E quem sabe o que se proporia no seguinte…
Que preparação temos nós? E que preparação e sentido de responsabilidade têm aqueles que escolhemos para nos governar?
Esses são problemas maiores, Parece-me.
José Batista d’Ascenção

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