No universo conhecido e no funcionamento da Natureza: do meio físico-químico à condição biológica, à afectividade animal e à interacção entre os seres vivos, particularmente os humanos, há tanto de belo como de feio, de suave como de violento, de aprazível como de desagradável, de bom como de mau.
No decurso da nossa vida, procuramos justificações convenientes para o que somos e o que fazemos, perante nós mesmos e os outros, e a maior parte de nós centra o referencial em si mesmo, julgando-se bom e praticando o bem, supondo que o mundo seria (muito?) melhor se as intenções e qualidades que se autoatribui fossem partilhadas por todos. Vivemos numa nuvem de subjectividade e de sentimentos.
Enquanto espécie biológica, os seres humanos não fogem às leis naturais, mas tornaram-se capazes, pelas maravilhas da evolução, de influenciar e de determinar, consciente e inconscientemente, o rumo do (pequeno) planeta de que somos parte.
Porém, não fomos capazes de criar sociedades onde todos caibam pacificamente e se sintam sujeitos de deveres comuns e de direitos iguais, nem se encontrou nenhuma chave para a felicidade individual com vidas gratificantes, pessoal e socialmente.
À parte as condicionantes que não podemos alterar, e não obstante a diversidade de pontos de vista, bem andamos se aproveitamos, valorizamos e fomentamos o bem, o belo e o agradável, em todas as oportunidades, pintando a vida de modo apetecível, contagiante e solidária.
Pelo menos como utopia.
José Batista d’Ascenção

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