Cada vez mais, sempre que se aproxima uma consulta ou exame, fico aborrecido e contrariado. Hoje mesmo, lá torno. Nunca tive grande curiosidade pelo descritivo dos exames médicos, excepção feita às análises periódicas ao sangue. Agora, menos ainda. Talvez porque têm sido muitos desde há quase dúzia e meia de anos. Mas, seja como for, ainda não morri, nem tenho sofrido dores (físicas) de monta.
Tendo em conta que cheguei à idade em que tenho filhos e netos e estou prestes a terminar a actividade profissional a que dediquei a minha vida, bem se pode dizer que tenho tido sorte. Sim, muita sorte.
Que a vida bem vivida exige genética, condições materiais suficientes, (boa) educação e sorte, repito.
No mais, havendo saúde e paz, o resto a gente faz (este dito ficou-me da Alice Vieira, algures em algum tempo).
José Batista d’Ascenção

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