Sempre que passo pelas Caldas da Rainha e sou obsequiado com o almoço ou o jantar, o que acontece quase sempre, os meus anfitriões, conhecedores da minha gula por certa broinha de milho amarelo divinal têm-na sempre na mesa. É bonita de ver, macia ao tacto, muito gostosa e fatia maravilhosamente (eu gosto muito de cortar o pão, na hora, antes de o comer, quando ele é bom).
Desta vez, o privilégio foi maior. Sobre a mesa, lá estava o magnífico pão. Como se não bastasse, recebi dois de prenda para trazer para minha casa. O aspecto é o que se vê na imagem. O sabor é indescritível. Não sei em que casa o compram (problema que tenho de resolver…), mas é na cidade. Um dia tenho de ir lá eu mesmo, para o acto de aquisição e para felicitar o vendedor(a)/padeiro(a), acção que suponho que, para eles, seja banal.
Gosto muito de pão. O pão de trigo melhor que comi, simples ou com alguma mistura, não sei bem, foi na zona de Torres Vedras, Mafra e Ericeira. É de comer e gritar por mais.
Broa amarela muito boa comi-a faz muito tempo no interior da Beira Baixa, feita para consumo próprio e familiares pela Ti Natividade, mais conhecida por Ti Fòfa, da freguesia de Estreito, Concelho de Oleiros. Depois que ela morreu, há mais de 35 anos, desisti de comer broa por aqueles sítios, o que deve ser injusto para tantas outras senhoras desconhecidas daquelas terras.
Também na Beira Baixa há uma variedade de pão de trigo confecionada pelo padeiro de Cardigos, que faz com que me alambanze em merendas de trás-da-orelha, sobretudo se acompanho com queijo de Malpica (do Tejo), de ovelha ou de cabra ou de mistura. Também pode ser queijo da Soalheira ou as variedades de Castelo Branco, incluindo o picante.
Voltando ao pão: Pão bom devia ser «o pão nosso de cada dia».
José Batista d’Ascenção

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