A minha amiga e colega Fátima Ferraz comentava recentemente o linguajar dos cozinheiros que, com frequência, aparecem nos programas de TV e dizem “gramas” no feminino [a palavra, enquanto unidade física de massa, é um substantivo masculino, pelo que se deve dizer e escrever «o grama» ou «os gramas», mantendo-se o símbolo «g» invariável, no singular e no plural] e se referem (oralmente) à capacidade volumétrica dos recipientes para líquidos em «éme éle», possivelmente por desconhecerem que o símbolo «ml» se refere a mililitro (a milésima parte de 1 L).
Não ficava mal às televisões serem mais cuidadosas e exigentes no trato da (belíssima, mas degradada) língua portuguesa, e é inadmissível o que se passa nos canais públicos.
Para o vulgo, uma ajuda preciosa ao bem falar e escrever é o recente livro «Em Nome da Língua. Ámen», de Manuel Monteiro. Uma extensão desta matéria específica, e algo mais, consta, de modo muito esclarecedor, nas páginas 110-113.
Porém, todo o livro devia ser de leitura “obrigatória”.
José Batista d’Ascenção

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