Olho e (julgo que) vejo. Penso e chego a conclusões que não me agradam. Sinto e dói-me.
É o mundo. É o meu país. Somos nós, os que fazemos ou alimentamos os tumultos agressivos das redes sociais. São os princípios que, em larga escala, só exigimos aos outros.
O viver emocionalmente compensador, aparentemente, escapa a cada vez maior número de pessoas. Os motivos próximos são a saúde, a habitação, o trabalho digno e a educação, mas o clima afectivo parece provir de mais fundo e de englobar mais do que isso.
Na última dúzia de anos, identifiquei-me socialmente com as mensagens dos papas Francisco e Leão XIV. Para além deles, no tempo deles, nenhum outro líder do país ou do mundo me entusiasmou.
Penso nos meus filhos e netos e no mundo em que vão viver. Uma fracção (minoritária) da juventude só pode ter boas referências. Mas serão (os) suficientes para melhorar o devir da humanidade?
Sobre problemas específicos – e são tantos, nesta altura -, opto pelo silêncio, que talvez ajude.
Que adiantaria o que eu pudesse dizer?
José Batista d’Ascenção

Sem comentários :
Enviar um comentário