As religiões e a ciência colaboram para garantir que a IA não desumanize a sociedade. É necessária uma ética para algoritmos, defendendo que a tecnologia deve servir à Humanidade e não substituir a dignidade ou o juízo humano.
O papa Francisco defendia que o progresso da tecnologia deve ser acompanhado por um desenvolvimento ético para garantir que a IA não aumenta as desigualdades ou cria formas de controlo social.
A posição do Vaticano sobre IA está amplamente e muito bem exposta na encíclica Magnifica Humanitas, de Leão XIV, publicada em 2026.
Em 2023, líderes muçulmanos, católicos e judeus assinaram o documento Rome Call AI Ethics. Este documento, que vinha da Pontifícia Academia para a Vida, desde 2020, e de que Benanti foi um dos impulsionadores, estabelece seis princípios gerais para o desenvolvimento da IA: Transparência; Inclusão; Responsabilidade; Imparcialidade; Fiabilidade; e Segurança e Privacidade. Em defesa da algorética, ou seja, do desenvolvimento de algoritmos que respeitem a dignidade humana e promovam a justiça e a paz.
Paolo Benanti foi nomeado para integrar o Órgão Consultivo de Alto Nível sobre IA, pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.
José Batista d’Ascenção
in: «Deus e a Ciência, Diálogos Para a Salvação do Mundo», Carlos Fiolhais. D. Quixote. 1ª Ed. 2026. Pgs: 149-150; 272-274.

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