sábado, 1 de janeiro de 2022

Ano Novo, sonhos de sempre

Dobradas as 00.00 horas do primeiro dia do ano, celebrado o momento pelos que puderam fazê-lo com mais ou menos conforto, foram muitos os que pensaram em desejos para o futuro.

Importa muito essa esperança, ainda que ilusória, perante a vida que se repete, os velhos problemas que persistem, as “reais” perspectivas de saúde, de trabalho, de projectos, de anseios e de receios, numa luta frequentemente muito difícil, que é preciso enfrentar.

Preparemo-nos.

Pelo tempo vamos. Ou é o tempo que passa por nós, firmando as suas marcas – as marcas da nossa individualidade.

Repetindo-nos, começámos hoje. Começaremos amanhã, e depois… Cada um de nós. Cada um dos outros. Entre os que morrem e os que nascem. E há também os que renascem.

Renasçamos, pois, quanto nos for possível, no caminho e para o caminho, nosso e de todos, porque isolados e sem solidariedade somos nada. Fragilmente humanos, dependemos ainda, e inteiramente, de toda a comunidade de vida, nos ambientes que a permitem, e que não temos o direito de delapidar.

Que o futuro a haver inclui necessariamente o contributo de cada um.

Bom Ano.

José Batista d’Ascenção