Para aonde vai o mundo?
Na Ásia, o criminoso Putin está cada vez mais ancho. A vida sorri-lhe, para mal dos que domina e dos que pretende vir a subjugar.
Mais a Sul, a China desenvolve-se económica, técnica e cientificamente e estende-se cheia de confiança. Macau é “fagocitado” e nele cada vez menos vestígios lusófonos restarão, muito menos resquícios de democracia. Taiwan será incluída na China sem apelo nem agravo. Da Coreia do Norte nem vale a pena falar.
Além Atlântico, o megalómano e mentiroso Trump faz da América Latina o seu quintal. Não englobará Brasis e a Argentinas, até pela dimensão, mas aniquilará Venezuelas e «arredores». Ameaça despudoradamente o México, “deglutirá” (também) a Gronelândia e o mais a que a demência o conduzir.
A Europa parece um continente abúlico, incapaz de proclamar e defender bem alto os seus valores, com líderes baços e acobardados.
As Nações Unidas são uma organização pobre e triste, bloqueada pelos poderosos membros permanentes do conselho de segurança, à vez, consoante os interesses de cada um, no retalhar impune do mundo.
Portugal é um grão irrelevante no desconcerto das nações.
E até eu, hoje, ao sair de casa apressado, para chegar a tempo ao almoço com familiares, despedi sumariamente um pedinte jovem de tez morena, que já não é a primeira vez que vejo à minha porta. Nada lhe dei. Enquanto saboreava a comida, lembrei-me dos olhos tristes daquele indivíduo e senti-me menos merecedor do pão de cada dia.
A humanidade tem remédio? Penso nos meus netos e digo (a mim) que sim.
Mas não tenho a certeza.
José Batista d’Ascenção

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