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| Alguns dos candidatos presidenciais |
Nem mesmo por comparação com os ocupantes do cargo eleitos no pós-25 de Abril. Genericamente, desde logo porque com esses hiperdotados políticos chegámos ao tempo actual com a democracia em regressão. Eles não contrariaram suficientemente a tendência “universal” nesse sentido e podem ter contribuído para ela.
Lembro-me dos tempos em que Ramalho Eanes era denegrido como pouco inteligente por vozes políticas. E do ódio que lhe votavam políticos de eleição como Francisco Sá Carneiro e Mário Soares.
Lembro-me do desprezo geral com que Mário Soares era tratado e considerado quando se candidatou ao cargo da primeira vez.
Lembro-me também da forte depreciação de Jorge Sampaio, acusado precisamente de ter um discurso redondo por figuras gradas de então, entre as quais António Barreto.
E lembro-me (muito) de como Cavaco Silva terminou o seu segundo mandato de presidente da república indesejado pela maioria dos portugueses.
No presente, todos podemos testemunhar que Marcelo Rebelo de Sousa, apesar da sua imensa cultura e inteligência, foi delapidando o elevado capital político que granjeou. E é (para mim) certo que extravasou os poderes constitucionais ao dissolver a assembleia da república em que uma maioria parlamentar sustentava um governo legítimo – embora incompetente – por razões que ainda hoje são obscuras.
Para desempenhar razoavelmente a função há entre os candidatos mais do que um com capacidades aceitáveis.
Eu vou votar em António José Seguro.
José Batista d’Ascenção

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