Para quem preza a democracia e não prescinde da liberdade, os tempos estão sombrios.
As condições de vida antes do 25 de Abril libertador eram paupérrimas para a imensa maioria dos portugueses, em quaisquer aspectos que possamos considerar.
Porém, as lamentáveis e persistentes falhas dos governantes desde então, os maus exemplos de políticos incompetentes ou corruptos, que a justiça não responsabilizou nem puniu, o chamado «sistema educativo», que falhou na sua missão básica, e algumas tendências intrínsecas dos humanos (da falta de empenho na prevenção dos incêndios à má escolha dos líderes políticos) – que nenhuma ciência elucidou, até hoje – fazem-nos aproximar de catástrofes naturais e sociais, como se, enquanto sociedade, abdicássemos do (muito) bem (ou bom) de que dispomos (ou que desperdiçamos) e voluntariamente nos atolássemos em situações de caos de que poucos beneficiarão.
Se assim não for, tanto melhor. De momento, os resultados eleitorais sustêm o pior, em minha opinião.
Precisamos de luz, e de trilhar sendas mais auspiciosas.
José Batista d’Ascenção

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